A liberdade de imprensa nas Américas registrou acentuada deterioração entre OUTUBRO de 2025 e ABRIL de 2026, com censura prévia, perseguição judicial, violência contra jornalistas e uso de estruturas estatais para limitar a circulação de informação. Relatório da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) — acesse aqui –, divulgado nesta sexta-feira (24), reúne casos em diferentes países e identifica padrões comuns de atuação, além da falta de modelos eficazes e de garantias à sustentabilidade do jornalismo. Segundo o presidente da organização, Pierre Manigault, a região vive um momento crítico, em que a liberdade de imprensa enfrenta “um cerco coordenado, sofisticado e cada vez mais normalizado, que transcende regimes e fronteiras”.
O recorte sobre o Brasil (neste link), elaborado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), registra intimidação, censura judicial e ataques organizados a profissionais da imprensa e veículos. Documenta também, no período, uma preocupante indicação de que medidas restritivas encontram agora abrigo no Supremo Tribunal Federal (STF), corte com histórico de firme defesa às liberdades e de reversão de sentenças inconstitucionais tomadas em instâncias inferiores.
A ANJ relatou uma medida tomada pelo STF que ameaça a proteção do sigilo da fonte, direito previsto na Constituição do país. Em março, o ministro Alexandre de Moraes determinou busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, após a publicação no Blog do Luís Pablo sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (MA) por parte da família do ministro Flávio Dino, também integrante da corte.
Fonte: Associação Nacional de Jornais (ANJ)
Foto: Pixabay
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