Catástrofe no Rio Grande do Sul atingiu diretamente 97% dos veículos de Comunicação da região pesquisados
O estudo “Jornalismo, Crise Climática e Resiliência”, produzido pela Associação de Jornalismo Digital (Ajor) em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras, analisa a atuação do jornalismo regional e local durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024. A tragédia, considerada a maior catástrofe climática da história do estado, deixou 184 mortos, 25 desaparecidos e afetou cerca de 2,4 milhões de pessoas em 478 municípios. O levantamento destaca que 97% dos veículos de comunicação das regiões atingidas também foram impactados diretamente pelo desastre, o que evidencia a vulnerabilidade dessas estruturas em cenários extremos.
Além de registrar os impactos, o estudo aponta que a cobertura jornalística foi essencial para informar a população e combater a desinformação em meio à crise. Uma versão preliminar da pesquisa serviu de base para discussões na COP 30, levando ao debate internacional temas como segurança dos jornalistas, sustentabilidade das redações e integridade da informação em contextos de emergência climática. A publicação reforça que o jornalismo local desempenha papel estratégico ao conectar comunidades e oferecer informação confiável em momentos críticos.
Como principal conclusão, o relatório defende o fortalecimento das organizações jornalísticas regionais, destacando que elas são fundamentais diante da intensificação dos eventos climáticos extremos. A experiência das enchentes de 2024 mostrou que, mesmo sob forte impacto estrutural e operacional, esses veículos seguem sendo pilares para a orientação da população, o acompanhamento das ações públicas e a reconstrução das comunidades afetadas.
Informações: Ajor e Coletiva.Net
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