A busca por eficiência operacional tem levado empresas jornalísticas a investir em modelos compartilhados de impressão, terceirização de serviços gráficos e aproveitamento de estruturas já existentes. A estratégia permite dividir custos de produção, otimizar equipamentos, reduzir despesas operacionais e manter a circulação de jornais impressos em um cenário de transformação do mercado editorial.
A tendência também é observada internacionalmente. Durante o World Printers Summit, realizado em Munique, na Alemanha, em 2025, representantes de empresas do setor discutiram alternativas para adaptar as operações gráficas à redução das tiragens e aos custos de manutenção. Segundo reportagem da WAN-IFRA, a impressão terceirizada já é utilizada por grandes jornais, como o canadense The Globe and Mail, que transferiu a produção de suas cinco unidades de impressão para fornecedores especializados.
No Rio Grande do Sul, diferentes iniciativas demonstram o potencial desse modelo. Um exemplo recente é a parceria entre os grupos Sinos e RBS, que passou a utilizar uma estrutura gráfica compartilhada para a impressão de publicações. Outra experiência é a da Gráfica Gazeta, em Santa Cruz do Sul, que informa atender mais de 50 títulos entre jornais e informativos.
Os exemplos mostram como a cooperação entre empresas e a utilização de estruturas especializadas podem contribuir para a continuidade das publicações, especialmente regionais. A modernização dos processos, o planejamento das tiragens e a otimização logística representam caminhos para preservar a presença dos jornais impressos e fortalecer a sustentabilidade das empresas jornalísticas.
Comunicação Sindijore RS – Gabriel Pfeifer, com informaçõe sdo Wan-Ifra e Grupo RBS
Leia mais:
WAN-IFRA cobra regras justas da Meta para uso de conteúdo jornalístico

