O cenário de juros elevados no Brasil segue impactando diretamente o ambiente de negócios. A taxa básica (Selic) deve encerrar 2026 em torno de 13,75% ao ano, segundo projeções do mercado, mantendo o custo do crédito em patamar elevado . Na prática, isso se reflete em financiamentos mais caros e maior dificuldade de acesso ao capital, especialmente para pequenas e médias empresas. O próprio Banco Central aponta que o crédito no país já supera R$ 7,4 trilhões, mas com crescimento mais lento e maior seletividade na concessão .
Ao mesmo tempo, a inadimplência avança e pressiona ainda mais o sistema. Em 2026, o índice de atraso no crédito livre chegou a 6,4%, o maior da série histórica, enquanto entre empresas ficou em 4,2% . Levantamentos indicam ainda que o Brasil já soma cerca de 9 milhões de empresas inadimplentes, incluindo mais de 500 mil no Rio Grande do Sul . Esse cenário tem levado bancos a restringirem concessões e empresas a adotarem estratégias como renegociação de dívidas e redução de investimentos.
Diante desse contexto, cresce a busca por alternativas ao crédito tradicional e maior controle financeiro. Empresas têm recorrido a operações menores e mais frequentes para reduzir exposição aos juros, além de reforçar o fluxo de caixa e a análise do custo efetivo das operações . Especialistas apontam que, em um ambiente de crédito restrito e economia em desaceleração, com projeção de crescimento do PIB abaixo de 2% em 2026, a gestão financeira eficiente se torna decisiva para a sustentabilidade dos negócios.
Fontes: Uol e Folha de São Paulo
Foto: Pixabay
Leia mais:
Empresas enfrentam alta recorde de cobranças judiciais por dívidas no Brasil


