Educação midiática e liberdades de imprensa e de expressão na agenda global e do Brasil

Educação midiática e liberdades de imprensa e de expressão na agenda global e do Brasil

O Instituto Palavra Aberta destaca dois momentos importantes que revelam o papel decisivo das liberdades de imprensa e de expressão e do fomento ao ensino do pensamento crítico e do discernimento entre o falso e o verdadeiro. O primeiro deles diz respeito às celebrações da edição deste ano do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de maio, cujo tema central foi a informação como um bem público na era da Inteligência Artificial Generativa (IAGen).

Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, fez um apelo para que os Estados-membros da ONU procurem se adaptar o mais rápido possível aos benefícios e riscos do IAGen. Segundo ela, embora a inteligência artificial tenha o potencial de melhorar o acesso, a coleta e a verificação de informações, também pode prejudicar o jornalismo e minar a diversidade do conteúdo online. Ela defendeu a viabilidade econômica do jornalismo, a alfabetização midiática e informacional e trabalho com plataformas digitais.

No caso do Brasil, a presidente da Palavra Aberta, Patricia Blanco, ressaltou, em recente entrevista ao Meio&Mensagem, que a defesa da liberdade de expressão é, hoje, decisiva, principalmente por conta de “uma tentativa de utilização do conceito e da censura para qualquer coisa”, em um cenário no qual a livre expressão é plena, com responsabilizações a priori em caso de infrações, crimes, calúnia ou difamação.

“Nem tudo é liberdade de expressão e nem tudo é censura”, alertou, para em seguida sustentar a urgência da educação e do letramento midiático.

Fonte: Palavra Aberta

Foto: Pixabay

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