A cooperação entre empresas, instituições e profissionais, aliada à valorização das características humanas, será fundamental para o futuro do jornalismo diante do avanço da inteligência artificial. A avaliação é do jornalista e professor da ESPM Ricardo Gandour, que abordou o tema durante a palestra “No fim, é tudo sobre o ser humano”, realizada no encerramento do 4º DATA DAY da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em São Paulo.
Segundo Gandour, o desenvolvimento acelerado da IA transforma processos, amplia a produtividade e permite a automação de diversas tarefas nas redações, mas não elimina a importância dos profissionais. Para o jornalista, competências como senso crítico, julgamento editorial, criatividade, interpretação dos fatos e responsabilidade na tomada de decisões continuam sendo diferenciais essenciais para o trabalho jornalístico.
O professor também destacou que o setor vive um processo contínuo de transformação tecnológica, exigindo adaptação de empresas e profissionais. Na avaliação de Gandour, acompanhar as mudanças não significa abandonar os fundamentos da profissão, mas combinar experiência e novos conhecimentos. Nesse cenário, a capacidade de se reinventar e, ao mesmo tempo, preservar princípios importantes do jornalismo será determinante para enfrentar os desafios impostos pela inteligência artificial.
Informações e foto: ANJ
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