O que empresas precisam saber antes de usar o OpenClaw

O que empresas precisam saber antes de usar o OpenClaw

Após a fase de euforia, especialistas alertam para riscos financeiros e operacionais no uso indiscriminado da ferramenta que está bombando no ecossistema de TI

Lançado em dezembro de 2025 e impulsionado pela popularização ao longo de janeiro deste ano, o OpenClaw rapidamente ganhou espaço entre empreendedores e empresas no Brasil. A ferramenta, que permite automações e integração com diferentes sistemas com inteligência artificial, passou da fase de curiosidade para adoção prática em poucas semanas. Com isso, surgem também preocupações sobre segurança digital, governança e controle de custos.

Para Ricardo Melo, VP of Growth & Product na HostGator LatAm, o movimento é natural em ciclos de inovação acelerada. “No primeiro momento, o foco está no potencial da tecnologia. Depois, surgem as consequências práticas. Estamos vendo muitos usuários adotando o OpenClaw sem avaliar permissões, custos de API ou o impacto de integrar a ferramenta a sistemas sensíveis”, afirma.

Entre os principais pontos de atenção no uso do OpenClaw estão: concessão irrestrita de acesso a arquivos locais; integração com aplicativos financeiros e plataformas de mensagens; uso de chaves de API sem limite de consumo; e a ausência de monitoramento de tokens, o que pode gerar gastos elevados em pouco tempo. Em empresas que utilizam a ferramenta para automatizar processos, acessar bases de dados ou integrar sistemas internos, um erro de configuração pode significar prejuízo financeiro ou perda de informações estratégicas.

Fonte: Jornal Empresas e Negócios

Foto: Pixabay

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